Perfil de funcionalidade e função motora grossa de crianças com síndrome congênita do Zika vírus
DOI:
https://doi.org/10.1590/2526-8910.cto409140072Palavras-chave:
Microcefalia, Infecção por Zika vírus, Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e SaúdeResumo
Objetivo: Descrever o perfil de funcionalidade e a função motora grossa de crianças com SCZ de um Centro Especializado em Reabilitação II (CER II), na Bahia, Brasil. Método: Estudo realizado com 11 crianças de 0-6 anos de idade, avaliadas respectivamente com o Gross Motor Function Measure (GMFM), Gross Motor Function Classification System (GMFCS) e um Core Set da Classificação Internacional de funcionalidade, incapacidade e saúde (CIF). Resultados: A idade média das crianças foi de 4,45 (±1,96) anos e todas (n=11, 100%) com diagnóstico de microcefalia. Destas, 91% (n=10) com comprometimento motor grave (GMFCS IV e V) e 9% (n=1) comprometimento motor leve (GMFCS I). Aquelas com comprometimento motor grave alcançaram menor pontuação média no item C – engatinhar e ajoelhar (0,57 ±0,78; mediana 0,00), enquanto àquelas com comprometimento leve alcançaram em todas as dimensões (A, B, C, D e E). Conclusões: O perfil funcional demonstrou maiores prejuízos nas funções neuromusculoesqueléticas e relacionadas ao movimento, maiores dificuldades na mobilidade e cuidado pessoal, sendo as atitudes sociais e serviços, sistemas e políticas de saúde as maiores barreiras, e a família imediata o maior facilitador. A SCZ compromete gravemente a função motora grossa e a funcionalidade destas crianças.
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